Ministério da Cultura e Secretaria de Cultura do DF apresentam
Banco do Brasil apresenta e patrocina

Lobo Fest –10º  Festival Internacional de Filmes 

O Lobo Fest – Festival Internacional de Filmes realiza sua 10ª edição entre 27 de novembro e 4 de dezembro no Cine Brasília, com o objetivo de apresentar ao público um abrangente e diversificado panorama do cinema contemporâneo. Com patrocínio e apresentação do Banco do Brasil, o evento brasiliense em 2018 foca sua lente no formato curta-metragem, com uma seleção plural que privilegia a produção independente e as novas linguagens e experimentações audiovisuais para, dessa forma, potencializar cinematografias fora do circuito comercial. Toda a programação é gratuita.

Conhecido anteriormente como Festival Internacional de Filmes Curtíssimos, versão nacional do francês Très Court International Film Festival, o Lobo Fest, a partir de 2017, ampliou seu escopo para contemplar, além da proposta original (a exibição de produções brasileiras e internacionais de curtíssima duração), filmes mais longos e,  desde então, trocou de nome e adotou o lobo guará como mascote, um animal típico do Cerrado (em risco de extinção) conhecido por espalhar frutos em suas andanças, um símbolo de resistência e disseminação de conteúdos.

O 10º Lobo Fest conta com cerca de 200 produções cinematográficas de 53 nacionalidades, entre elas, nações pouco ou nada representadas nas telas de cinema de Brasília. A curadoria foi realizada pelos produtores do Lobo Fest, Josiane Osório e Ulisses de Freitas, pelos professores Érika Bauer e Ciro Inácio Marcondes, pelos críticos de cinema Gustavo Menezes e Fábio Krispin e pelo produtor audiovisual Rodrigo Martins (responsável pela seleção dos curtíssimos), que se debruçaram em um universo de aproximadamente 4 mil filmes inscritos pela plataforma internacional Film Freeway. Para chegar até os selecionados, Josiane Osório e Ulisses de Freitas pesquisaram (em alguns casos, in loco) as programações de importantes eventos cinematográficos, como Annecy, Clermont-Ferrand, Doc Lisboa, Sundance e os festivais de Havana, Oberhausen, Bruxelas, Santiago de Compostela, Vila do Conde, Toronto e Fespaco (Burquina Faso). “Para nós, o curta-metragem não é apenas uma etapa para a posterior realização de longas, mas um formato contundente e autossuficiente”, comenta Josiane.

Entre os olhares e afetos apresentados nos filmes estão criações engajadas e contemplativas, realistas ou oníricas, dramas, filmes de gênero, documentários e animações (boa parte delas, assinada por mulheres), com diversificadas representações, anseios e visões de mundo. “Temos muitas produções de jovens cineastas, o que traz um frescor para a programação”, aponta Ulisses de Freiras.

Em 2018, a programação do Lobo Fest está dividida em mostra competitiva nacional e internacional (que conta com curtas premiados recentemente em Cannes, Locarno, Clermont-Ferrand e Annecy), que concorrem a troféus e prêmios em dinheiro. A elas, somam-se os programas: Lobinho, Meu pé de laranja lima, e De boa na lagoa, voltados para crianças; Cinema, Presente! e Radar, em sintonia com o que está pulsando no mundo de hoje; Do outro lado do espelho, com filmes dirigidos por mulheres; Lobo Azul, pensado especialmente para jovens que se enquadram no espectro autista; Segredo dos seus olhos, com sessões com audiodescrição, para contemplar o público cego; E por falar em saudade, com temáticas e personagens idosos e, para completar, uma mostra em homenagem à cineasta ucraniana Kira Muratova, falecida aos 83 anos em junho passado – uma realizadora ousada, de filmes avant garde, pouco conhecida, mas autora de uma obra perene.

Nesta edição, o festival estreia seu ambiente de mercado, o Lobo Lab, no Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul), com atividades para profissionais do audiovisual, como oficinas, palestras, aulas abertas e rodadas de negócios para possibilitar a distribuição de novos curtas, longas e séries.

Antes do Lobo Fest chegar ao Cine Brasília, uma série de atividades foi realizada antecipando sua 10ª edição: como sessões em estações do metrô; em escolas de Sobradinho, Paranoá, Planaltina, São Sebastião e Recanto das Emas; quatro oficinas gratuitas de formação técnica com profissionais do audiovisual; uma masterclass sobre direção de fotografia com o cineasta uruguaio radicado no Brasil César Charlone; e a mostra Sou África – Cinema africano do presente, que ocupou o cinema do CCBB Brasília entre 2 e 7 de outubro. Em paralelo ao festival, também no CCBB, a exposição Cândido de Faria – Um brasileiro em Paris exibe, de 7 de novembro a 30 de dezembro, cartazes produzidos pelo artista para a companhia Cinematográfica Phaté, entre 1902 e 1911.

E, a partir de dezembro, o Lobo Fest continua em versão compacta, com uma circulação por cidades do Distrito Federal e, na sequência, por Salvador, Aracaju, João Pessoa e Goiânia.